2025


Este ano houveram mais fogos que no ano passado, pelo menos aqui, na Cidade Fria. Vejo agora no Youtube os fogos em Londres, em Paris … Saudades de Londres, saudades de Paris (das cidades mesmo, não do que vivi lá). Foi onde tudo aconteceu e talvez, onde tudo irá terminar (se já não terminou e não percebemos). Todos sabemos que a esperança nunca morre (quem morre são os esperançosos) e que existe uma mágica nessas comemorações de final de ano, seja Natal, seja Ano Novo. Somo tão miseráveis que nos reunimos num local público com a desculpa de ver um espetáculo de cores e luzes  quando na realidade queremos estar perto dos nossos semelhantes, mesmo não os considerando assim. Lamento que a “modernidade" estimula e incita as pessoas serem independentes ao ponto de negarem os valores que representam a comunidade (gente perto de gente) e à família (aqueles que amamos). Quando nos entregamos ao consenso de que tudo e todos nos oprimem e nos moldam sem sermos “respeitados”, só nos resta seguir os mandamentos dos “influencers”, e essa é a maldição da modernidade, nos entregarmos à um monte de desajustados que pretendem ser sábios e responsáveis pelos destinos da humanidade. Se estamos tristes e desconfiados de tudo e de todos é porque trocamos tudo que já tínhamos de bom com nossa família e com nossos amigos por opiniões altamente discutíveis de narcisistas que precisam ter milhões de “seguidores”: cegos conduzindo cegos. A voz do coração nos incomoda dizendo que algo está muito errado em tudo isso, não posso fazer e crer e sentir o que quero, procurar meus desejos para sermos aceitos e amados? Será que somos tão infantis que não podemos decidir por nós mesmos? Essa “cultura" que nos é apresentada é MUITO contraditória quando nos ensina que tudo e todos nos oprime e que não devemos confiar nos valores que herdamos de nossos pais nem confiar nas instituições “do passado” mas, no entanto diz que devemos confiar nos “influenciadores” que pretendem deter a chave para a felicidade. É um absurdo ps pais perguntarem (já vi isso) aos seus filhos de 15 anos como devem se comportar diante dessas bandalheiras wokes que acontecem por aí: cada um pode fazer o que quiser, desde que seja de acordo com a cartilha que corre pelas redes sociais e pelo gurus de araque que se autodenominam “coaches”. 


Mais um ano acabou, não vamos perder mais tempo para VIVER simplesmente, é para isso que estamos aqui; não é para “seguir" essa gente estranha com jeito esquisito, temos aqueles que nos querem bem e estão perto de nós para trocarmos ideias, experiências. Sabemos que não podemos ter tudo que gostaríamos de ter mas, é fundamental amar o que temos. Felicidade não é ter tudo que queremos, não é satisfazer todos os nossos desejos, não é sermos aceitos e amados por todos (o que é impossível) mas é ter a liberdade de escolher o que vai no nosso coração, mesmo que isso nos faça sofrer pois "viver é muito perigoso”, amanhã pode ser muito tarde. 


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