O mito do bom selvagem


É curioso como, de maneira geral, “as pessoas” não têm muita habilidade em relacionar os assuntos. Para estas é de pouca ou nenhuma valia uma informação com a qual elas mesmas concordam, o conhecimento, se é que assim podemos chamar tal fenômeno, é estanque. O título desse post, como todos sabem, é do Rousseau e, tal ideia foi disseminada no século XVIII. A ideia que o ser humano nasce bom e puro é fruto do orgulho que, este sim, é da natureza humana, afinal é conveniente imaginar que as pessoas são fruto do meio em que nascem, crescem e vivem, fazendo-nos vítimas do meio social. Isso, além de ser totalmente absurdo, uma vez que todos, em diversos graus, têm a capacidade de pensar, avaliar e decidir o que e como fazer qualquer coisa. Dizer que as pessoas são fruto de uma “narrativa” social, como dizem atualmente, é afirmar que ninguém pensa. Nos dias de hoje me parece que existem aqueles que pensam e os que acham que pensam e, os que pensam, pensam muita bobagem. Quem acha que para tudo existe uma solução, essa solução tem que, necessariamente, estar de acordo com os seu próprios valores pois os julga corretos (obviamente). Depois que alguém descobre uma maneira melhor de fazer algo, é fácil avaliar como o método anterior era falho. Como dizia o Conselheiro Acácio: “as consequências vêm sempre depois”.  Vivemos num mundo de narcisistas que, se dizem terraplanistas se encontrarem segurança nesse delírio; é se sentir amparado pelos valores do “senso comum”, mesmo quando não há consenso, afinal, as minorias também têm direitos! Estar entre “a maioria” traz a falsa segurança de estar do “lado certo” quando, só existe o “lado de dentro” e o “lado de fora”: ninguém ousa mostrar ao mundo o seu “lado de dentro”. Enquanto isso se posa de “bom moço” totalmente integrado (no sentido que nos deu Umberto Eco) aos “tempos modernos”, é masi fácil, não precisa pensar e tem nos trazido a paz e tranquilidade que grassa no mundo.




Comentários

Postagens mais visitadas deste blog