Voando para o Rio
A música que é "cometida" atualmente aqui em Pindorama é a prova incontestável da ausência de musicalidade do nosso povo. Me parece que existe uma necessidade de autoafirmação do brasileiro no sentido de mostrarmos ao mundo como somos melhores em tudo e, como TODOS sabem, TUDO é muita coisa. Dado o deslumbre dos americanos e europeus (especialmente os americanos) em relação ao exotismo (palavras deles) oferecido pelo nosso carnaval, os brasileiros concluíram que isso era devido ao samba e, consequentemente à música produzida pelos nossos compatriotas. Sabe-se que gosto é algo completamente individual e, particularmente em relação aos nossos amigos estadunidenses, discutível. Desta forma, ao longo dos anos, que talvez tenha sido corroborado com a influência de Carmen Miranda na America (como eles dizem e escrevem) à partir da Segunda Guerra. Não critico a indústria musical, se querem consumir e comprar lixo, sabemos como produzi-lo e, o resultado cultural está aí, nos ouvidos daqueles que se prestam a ouvir semelhante coisa. Deixei de ouvir "coisas novas" da nossa terra desde que o "sertanojo" veio para as "cidades grandes" como o pessoal do interior diz. Com muita certeza, essa invasão e contaminação da música produzida até então (isso foi já na primeira metade dos anos 80, se não me falha a memória) não só incentivou o consumo "desse tipo de música" como venho influenciar as composições dos grandes centros, gerando, uma contraposição que hoje está aí com o nome de "funk", que não lembro de ter ouvido, após muitos amigos terem me recomendado de não o fazer. De qualquer forma são duas "vertentes" da nossa produção musical atual que retratam, agora sem o viés "exótico" mas do que realmente somos capazes de produzir musicalmente. Essa é a produção do povo "musical" que nem ritmo têm. Tenham orgulho da Embraer que é a terceira produtora mundial de aviões, isso faz sentido.

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