Cuidado com aquele machado, Eugênio, pois num dia desses vou fazer você em pedacinhos!!!
(para viver basta um celular na mão e nenhuma ideia na cabeça)
Eu devia estar falando sobre os Beatles, naturalmente mas, isso não é mais preciso. Precisão é algo que, na maioria das vezes é algo tedioso e que, na maioria das vezes, não acrescenta nada. Nesse exato momento (in this very moment, como eles dizem) estou a ver e ouvir o bluray do Pink Floyd em Pompéia. O bluray pretendia ser um formato que deveria substituir o DVD e isso estava em via de acontecer quando a InterNet permitiu o streaming de vídeo e música, o que tornou "democratizado" (ao custo de uma assinatura) o acesso à filmes, clips e música nem sempre da alta qualidade. Nem todo mundo, ou melhor, muito poucos realmente se importam com qualidade de som e imagem, além de isso ser algo muito caro, está fora de moda. Essa é a desculpa, ou justificativa ou pior, a máscara da inveja: "como ousam dizer que o meu sistema não é bom, já que é de última geração?". O meu sistema não é "high-tech" e é melhor que aqueles que se escondem "nas nuvens". A maldição da dependência tecnológica se concretizou com o aparecimento daquele dispositivo criado pelo extinto dono da Apple. O "sinal da besta" estará nas mãos e sem ele, não será possível nem comprar nem vender. Pois então, já ouvi muitos afirmando veementemente que sem o celular eles morrem. Não sabem que já estão mortos, vivemos o apocalipse zumbi e não percebemos, esse é o diabólico da coisa. Esse é o motivo pelo qual essa geração "não pensa" pois, cercados de zumbis seus cérebros são comidos para que todos se tornem iguais, todos com um celular na mão e nenhuma ideia na cabeça. E dizem que isso é "diversidade".
Leio "notícias" que advogam a "morte" de muitas coisas que se recusam a morrer:
a morte do rock, a morte do analógico, a morte do LP, a morte do CD, a morte do bluray. Assim como o profeta Jonas lamentou a morte de uma aboboreira e não a morte espiritual de toda uma nação (e olha que ele era profeta), lamentamos a morte dos nossos pets e viramos o rosto àqueles que sofrem as agruras da vida que tivemos a sorte de não ter: viver mal é uma coisa, sobreviver, outra. No "tempo" do Darwin, a natureza "selecionava" quem vivia e quem sobrevivia e todos morriam felizes, atualmente, graças ao "progresso" é dada uma "sobrevida" aos moribundos, extendendo essa vida, aumentando o tempo de se viver morrendo aos poucos, bem aos poucos e, tudo em nome da vida. E alguns malucos que podem, congelam seus mortos na esperança que um dia a ciência os ressuscite! Talvez essa estupidez reinante seja uma forma da natureza proceder a seleção darwiniana, quando essa geração ficar órfã, morrerão por inaptidão à vida. Condenamos nossos filhos à morte preservando-os da vida.
Muitas vezes me sinto aquela personagem na cena de um western que assiste uma briga no saloon encostado no balcão com um copo na mão: enquanto espero o meu trôco vou ouvindo o meu Pink Floyd.

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