Antes de saltar do trampolim veja se a piscina está cheia ...





As escolhas implicam, muitas vezes, em tomadas de posição ideológica e não uma opção pessoal, dependendo da posição existencial do “escolhedor”. Perdemos totalmente a individualidade e o direito de pensar diferente do que é estabelecido. A simplificação do status pessoal se bestificou quando rotularam e definiram comportamentos, como uma torcida de futebol. Me parece que isso sempre aconteceu mas quem ditava e controlava isso era o Estado e não grupos políticos que, naturalmente, só se preocupam com os seus próprios interesses. ME parece que o poder do Estado se dilui até chegar ao “povo" mas quando esse poder é exercido por “militantes”, a coisa fica perigosa, vide o 1984. A propósito, o poder sobre pessoas é a coisa mais desejada e necessária para que se cumpra a “agenda" do grupo que compartilha dos mesmos objetivos que, quase sempre, são questionáveis. A abordagem desses grupos é mostrar que alguns desejos reprováveis que escondemos de nós mesmos, é algo não só aceitável, mas desejável para um “bem maior”. O processo democrático de representação popular faz com que esses grupos tenham uma representação necessária e suficiente para promulgar leis que criminalizam opiniões próprias que contradizem o status quo estabelecido por esse grupo que, nesse momento, possuem um grande número de torcedores, digo, eleitores. Aqueles que antes eram eleitores, hoje são “militantes”, que controlam aqueles que, por terem opiniões pessoais, devem ser “reeducados”. Essa reeducação acontece na mídia e, infelizmente, nas escolas, reescrevendo a história e invalidando e desautorizando o testemunho daqueles que viveram e sofreram “outros tempos”. Essa desautorização é o não ter “lugar de fala”, ou seja, poder emitir opiniões contrárias ao estabelecido uma vez que existe a possibilidade de alguns dos simpatizantes  “parem para pensar”. Pensar e julgar individualmente passou a ser inaceitável, isso me lembra o rótulo da “revolução russa”: inimigos do povo. E a coisa se tornou ridícula quando não gostar de cachorros  gatos pode tornar este em inimigo do povo (que amam os pets e não as pessoas). Já se disse que atualmente tratam os cachorros como filhos e os filhos como cachorros. O período de validade da minha geração chegou a seu fim mas é possível ser idoso e não ser velho.     

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