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 Volto em Setembro!
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  Boas vibrações O Tesla dizia que as vibrações eram a chave para a compreensão do universo, ou algo assim. O que hoje chamam de “empatia" é algo que creio ser explicado por consonância de vibrações. Isso é facilmente percebido quando nos encontramos com alguém que nunca vimos e ou nos damos muito bem ou nos sentimos desconfortáveis, imediatamente. Imagino que, mesmo em tempos em que as regras de convivência era tácitas, que essa situação, especialmente a da antipatia, devia ser “resolvido" para que o grupo social se desenvolvesse e sobrevivesse adequadamente. Como sempre, esse desconforto ao longo do tempo, pode causar muita confusão entre os envolvidos. Talvez o maior problema é quando o desconforto acontece em um deles somente e, o outro, muitas vezes nem desconfia o que está acontecendo. Lembro de uma sketch dos “Três Patetas” onde eles, estando sentados à mesa de um restaurante, passava uma senhora e, olhando para um deles, o esbofeteava dizendo: “como ousa se parecer c...
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Un autre Sous le ciel étoilé, La nuit chante sa ballade, Rêves tissent l'éclat.
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  Uma cidade: “Londres"  (Narjara Turetta) “Downtown" é uma música que gosto muito pois descreve o “centro" de Londres à noite e sia atmosfera. Não conheço muitas cidades “grandes" mas conheço algumas e Londres é a minha favorita. Se olharmos para a cidade com olhos de turista ela pode ser muito atraente mas, de certa maneira ele é um pouco mais para mim. O tempo que passei em Forest Hill competiu em muito pelo meu bem querer mas creio que o que mais me atrai é que pode-se compartilhar da cidade e de seus habitantes com muita intensidade sem, necessariamente, ter algum contato com eles. Nunca fui mal recebido ou “rejeitado" pois a cidade é cosmopolita e sabe lidar com todo tipo de gente. Das cidades grandes que conheço é o lugar em que mais se encontra gente estranha com jeito esquisito e todos convivem sem problemas. É claro que ela sempre foi alvo de terrorismo mas isso é obvio mas, mesmo assim, é uma cidade super segura. Já dormi numa espreguiçadeira do Gre...
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  Dom do querer bem Li um artigo que, para mim, pareceu estarrecedor, uma estatística sobre o que é o amor, aparentemente essa pesquisa foi conduzida para pessoas com menos de 30 anos. Não lembro exatamente os números mas era algo como 80% achavam que amor era amar a si próprio, 10% amar seus amigos, 6% amar a família (pais, irmãos) e 4% amar “outros” como parceiro, namorado(a). É claro que e proibido se falar em egoísmo mas sim, “auto-cuidado”. Antigamente se dizia “não sei onde chegaremos”, creio que já ultrapassamos esse ponto sem volta. Minha esperança é que o tempo os ensine que esse egocentrismo nos levará à extinção, não é a I.A. que fará isso (a propósito, isso também é uma ideia egocêntrica).
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  A seda azul do papel Existem coisas que não existem mais e que isso é bom, como o Orkut e existem coisas que não existem mais que sentimos uma nostalgia ao nos lembrarmos, como “a seda azul do papel que envolve a maçã”. Naqueles dias heróicos, em que se amarrava cachorro com linguiça, as maçãs que comíamos em Pindorama eram importadas de Argentina e, eram envolvidas no tal papel azul, uma a uma, para não estragarem no transporte. Muito civilizado. Depois de comer o pomo, brincávamos com o papel de seda: encontrávamos uma pedra chata um pouco menos que o papel, envolvíamos a pedra com o papel e a arremessávamos para o alto, de forma que lá em cima, o papel se desprendia da pedra, que eventualmente caía na vidraça do vizinho, e o papel caía lentamente, sendo muitas vezes levado pelo vento, era algo muito bonito de se ver. Tal brincadeira, tenho muita certeza, nunca brotaria na cabeça de uma geração que acha que frango não tem cabeça e nascem nus, nos freezers dos supermercados. H...
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  Aquele adeus não pude dar Vivi umas situações complicadas por crer que tudo continuaria na “normalidade”, sempre pensamos que amanhã tudo estará como hoje. Eu já disse “até logo” para muita gente que nunca mais encontrei, alguns sumiram, outros morreram. É algo que não pensamos para não lidar com situações que não podemos controlar. Talvez seja instinto de sobrevivência mesmo. Fico pensando em quem não vejo a muito, estarão ainda entre nós?
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  Mas como assim? Tenho observado um comportamento bizarro entre a “intelectualidade" de Pindorama que me assusta, uma inocência que imagino ser inexperiência. Em muitas entrevistas e bate papos que encontramos no internet, seja em podcasts ou no Youtube, existe um assombro em relação à insurgência do pessoal, dito pela "esquerda festiva”, da extrema direita. Num desses podcasts dois pretensos “especialistas" (na internet só encontramos especialistas) estavam atônitos ao constatarem que, mesmo que seu candidato tivesse perdido as eleições, esse grupo não desistiu de suas convicções. Fico pensando que espécie de raciocínio é esse. Essa gente não é capaz de se olhar no espelho e lembrar, ao menos, que agem da mesma maneira. Não são esses mesmos que, em outras ocasiões, perderam as eleições mas continuavam ainda às ruas reafirmando suas posições políticas? Mas para os adversários não existe essa possibilidade. Definitivamente, gente é algo muito engraçado.
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  Sem censura Na metade da década de 80 apareceu um programa de entrevistas na TV chamado “Sem censura”. O governo revolucionário estava nas últimas e, para quem não viveu aqueles dias, os anos 80 foram mais “lights" e então “se podia” muita coisa que antes era impensável, daí o nome do programa. Assistindo, nesta semana, um programa em que se falou sobre o tema, alguns jovens foram entrevistados, ao acaso na rua, para saber se eles eram contra ou a favor da censura. Para a surpresa daqueles que conduziam o programa e, com certeza para os que viveram o governo militar, TODOS os entrevistados disseram, com todas as letras “sou a favor da censura” e explicavam suas razões. Fico pensando se essa geração sabe realmente o que é censura. Falaram muito em “fake news” (eu acho simplesmente ridículo esse termo) e refrear a liberdade de expressão para “certos temas” que sabemos ser as pautas das ditas “minorias”. Num mundo de 8 bilhões (!) de pessoas, muitas delas (menos do que se pensa) ...
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  AWE Num mundo em que está (literalmente) pegando fogo e que existe uma preocupação maior com os animais que com as pessoas, apesar do benefício da pandemia, que despertou muita gente para a realidade de morte (ou da fragilidade da vida), fico pensando se a priorização de "assuntos aleatórios" é uma fuga ou uma realidade que não alcanço. A experiência sempre é pessoal, mas eu acredito que existem coisas que acontecem para todos, em maior ou menor grau e, é isso que influencia as pessoas a fazerem suas escolhas. O passar dos anos nos ensina, por bem ou por mal, a fazer escolhas um pouco mais sensatas e talvez, acertadas. A possibilidade de aprender errando é proporcional ao quanto podemos bancar os erros, como tudo, existe luxo nisso também. Por outro lado, essa abordagem de aprender errando custa, muito mais que dinheiro, tempo. É preciso estar atento ao passar do tempo pois podemos gastar nossas vidas "experimentando" sem nunca fruir a vida e, de repente, nosso ...