Nunca terei essa receita novamente Como é que fiz isso? Não lembro, fui juntando os ingredientes e saiu assim … Ou pior, eu segui uma receita que funcionou só uma vez. Outros fatores influenciam, a temperatura da água e do fogo, a espessura e material da panela, frigideira, a “idade" dos ingredientes e até a maneira que os cortamos. Essas coisas não constam da receita e devido à “imponderabilidade”, aí é que reside a experiência do cozinheiro. Me parece que esses tipo de coisa é válido para tudo que nos acontece, é aquele “estar na hora certa no lugar certo”. Mas aprendi a não me lamentar e aproveitar o que deu certo, talvez deva ser assim mesmo, uma vez só. A vida é feita de escolhas, atenção para quem te aconselha.
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Nós podemos fazer dar certo Como disse o Raul: “basta ser sincero e desejar profundo você será capaz de sacudir o mundo” … Não, não é isso que quero. Quero PAZ e tranquilidade, continuando cultivar tudo aquilo que me parecia impossível e agora não é mais. Viver pode ser muito melhor que nos disseram ser, depende de nós.
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O delicado som do trovão Ontem estava ouvindo “Riders of the storm” dos The Doors. Fico pensando o quanto essa música deve ter inspirado o Pink Floyd para dar nome àquele álbum ao vivo deles (do PF). As influencias que temos, muitas vezes, se revelam em coisas que só nós mesmos entendemos (ainda bem) e que, por sua vez, despertam a imaginação dos outros quando se perguntam porque somos o que somos.
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Amanhã vai ser outro dia Não lembro como aprendi isso, mas é uma abordagem prática e funciona: não precisa planejar uma vida de sucesso, basta um dia de sucesso, o dia que se chama hoje. Pode parecer uma tolice mas o imponderável pode ser muito cruel então o trataremos quando acontecer. Que hoje possamos aproveitar como o último mas sabemos que não é ou, queremos muito que não seja. Nos vemos amanhã. Ou depois de amanhã.
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O tempo não pára mas ele nunca envelhece O mito do herói é fundamental para, de certa maneira, olharmos para um ideal de como viver. Ontem almocei no restaurante no qual fiz minha última refeição com meu pai e, eu não ia lá desde aquela vez. O garçom, o mesmo de tantos e tantos anos, que me conhece pelo nome, assim como conhecia meu pai, veio me cumprimentar, falou (bem) do meu pai Sei que ele é lembrado também por outras pessoas, de maneiras diferentes e isso, é uma forma de se imortalizar e, para mim, traz um alívio, afinal estou aqui e sou o que seu muito pelo que ele me ensinou, assim como minha mãe. Almocei e saí de lá, mais leve.
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Uns dançam para lembrar, outros para esquecer Não sei se o tempo passa rápido demais ou se estou anestesiado com o tempo que já passou mas, parando um pouco para me situar, estamos já a dois anos e meio depois da pandemia. Talvez seja sequela do vírus, não vi (se é que isso se vê) o tempo passar. Acho que na medida que o tempo realmente passa ele nos leva a percepção temporal. Não estou muito certo se isso seja algo preocupante, não será nossa preocupação que o fará parar. Vamos encarar a música e dançar, a vida é muito curta para deixá-la passar impunemente.
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Imigração A invasão da Europa por imigrantes vindos de África e Ásia é algo preocupante. Assim como eles acreditam que "o ar e Paris é perfumado por helicópteros” (existe um documentário no Youtube relatando isso), acreditamos que os países “de primeiro mundo” têm recursos ilimitados. Os imigrantes fogem de seus países para não morrerem e morrem na viagem e, no país que tenta acolhê-los. Os sobreviventes e seus descendentes, através dos anos, acabam por destruir a cultura local. Um desperdício.
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Os filhos do medo Não sou pai mas fui filho. Fui ensinado a saber me proteger para quando meus pais não estivessem presentes, o que era algo comum e, num futuro, inevitável. Hoje protegem tanto os filhos que o dia que os pais precisarem se afastar dos filhos, nem que seja por alguns dias, além do medo de que aconteça “algo de ruim” para os filhos, os pais, com muita certeza, morrerão de culpa por não estarem lá SE os filhos precisarem. Me parece que essa culpa não é por não protegerem os filhos mas, por não tê-los preparados para viverem sem os pais, no dia que estes morrerem.