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  As “pautas” e as clavas (ou a trepanação é a única solução) A “modernidade" pós politicamente correta propôs sobre o indivíduo, uma carga enorme e não administrável, onde se cada um fizer a "sua parte” a coisa funciona. Isso nos faz pensar porque não funciona. Ou o modelo proposto é falho e/ou os componentes deste modelo são falhos. Entendo que todo e qualquer projeto é definido e construído com um propósito claro e objetivo para que não haja dúvida de como atingi-lo. "Trepanemos pois" para enfrentarmos o que pensamos ser a realidade (muitas vezes a trepanação é a única solução). As possíveis falhas no modelo proposto é causada pelas limitações dos próprios proponentes que nos leva a uma recursividade da causa/efeito sem solução: projetistas falhos geram projetos que serão executados por pessoas falhas. Então vem aquilo que os japoneses dizem com muita propriedade e graça: “faça o seu melhor”. Sempre vai haver um cínico que dirá que o melhor nunca será suficient...
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 Ozelétricos Aluguei o carro na Avis, simplezinho, câmbio manual, gasolina. Me deram um Mazda, suv híbrido, automático (antigamente se dizia hidramático, invenção de brasileiros há 80 anos). Eu já havia dirigido hidramáticos na minha adolescência, dois Galáxies Landau. Enfim, o Mazda era supermoderno, parecia o carro dos Jetsons. Peguei um engarrafamento na estrada, o carro era daqueles que desligam quando você pára. Pois então, desligou e teimavam em não ligar. Um furgão encostou na traseira e começou a me arrastar, ela (a motorista do furgão) não tinha reparado que eu estava parado e, não imaginava que eu ficasse parado ali no meio do engarrafamento. Me arrastou uns dois metros até perceber o que estava a acontecer. Entretanto o carro pegou e eu encostei no acostamento, ela veio furiosa para cima de mim me perguntando porque eu tinha parado, eu simplesmente disse que o carro não pegava. Ela viu que o carro dela não tinha sofrido dano e foi embora. Voltei para o aeroporto e troque...
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 Gripe ... fazia tempo que eu não pegava uma dessas ...
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"Do lado de lá tanta ventura" … Tantos encontros e desencontros, Tantos enganos e desenganos, E no fim vem você (mas era começo). Tolinho.
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 Sonho impossível "Sonhar mais um sonho impossível Lutar quando é fácil ceder Vencer o inimigo invencível Negar quando a regra é vender Sofrer a tortura implacável Romper a incabível prisão Voar num limite improvável Tocar o inacessível chão É minha lei, é minha questão Virar esse mundo, cravar esse chão Não me importa saber se é terrível demais Quantas guerras terei que vencer por um pouco de paz E amanhã, se esse chão que eu beijei For meu leito e perdão Vou saber que valeu delirar E morrer de paixão E assim, seja lá como for Vai ter fim a infinita aflição E o mundo vai ver uma flor Brotar do impossível chão" Chico, parabéns, não é oito mas oitenta!
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 Demo(?)cracia Houve um tempo em que a alternância do poder (público) era ditada simplesmente pela economia, as pessoas elegiam seus representantes de acordo com aquilo que esperavam de seus salários, se achavam que estava bom, continuavam a votar na situação, caso contrário, votavam na oposição. Simples assim. Não havia preocupação com o meio ambiente, com pets ou com os "gêneros" (naqueles dias pensávamos que só existiam meninos e meninas). Considerar outras "pautas" é coisa nova. Pelo que me lembro, a primeira pauta não voltada à salários apareceu nos anos oitenta com os defensores da ecologia, o tal do "partido verde" (que não era dos marcianos). Aqui em Pindorama chegaram a concorrer pela presidência, tendo como candidato o Fernando Gabeira. Na época ele reeditou o famoso livro "O que é isso, companheiro" com direito a um poster do autor vestido de sunga. A votação para os verdes foi pífia, não sei se por falta de vegetarianos ou se o povo n...
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 Psycho Killer (Qu'est-ce que c'est?)
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 Caso de polícia Não lembro de ser ameaçado educacionalmente com um "menino comporte-se ou a polícia te pega". A ameaça era "o velho do saco" ou o "bugio elétrico" (este era mais moderno). O emprego da força na contenção de ameaças "a convivência social pacífica" é prerrogativa do Estado prevista na constituição. É algo como o consumos de bebidas alcoólicas antes de dirigir: existe um limite aceitável antes de ser uma contravenção. Mas o que estabelece esses limites? É claro que um motorista embriagado mesmo podendo ser uma ameaça mortal, é diferente de um policial armado embriagado pelo instinto de matar. Creio que a diferença básica é que temos o direito de "beber conscientemente" e o policial tem autorização para utilizar a arma, nem sempre consciente. Essa autorização implica, necessariamente num treinamento do uso da mesma e  uma disciplina militar profissional. Me parece que o problema de mortes indiscriminadas são fruto de uma se...
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 Inovações tecnológicas Sobre a valorização do moderno, numa ótica totalmente estúpida, já discutimos isso anteriormente. Quero mostrar algumas reações que tenho observado já a algum tempo e que, de certa forma, me incomodam. Quando não temos bases de sustentação para os nossos valores, projetamos nossas ações e reações nos feitos tecnológicos, afinal sempre contribuímos (cof, cof) para o desenvolvimento tecnológico, ativa ou passivamente. Ativamente se estivermos envolvidos no projeto e, passivamente como consumidores. Precisamos no afirmar como indivíduos participantes do desenvolvimento da humanidade (olha aí os narcisos). Desta forma todo progresso é aplaudido e devidamente consumido para nos arvorarmos como parte desse processo: consumimos o bem para sermos aceitos no "coletivo" como diz o pessoal da esquerda festiva. E isso é feito com muita seriedade e reverência, afinal TODO MUNDO tem um celular de última geração, uma TV "inteligente" de t...
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 Articialidade Os primeiros artefatos artificiais que conheci foram rosas de plástico, isso nos anos 60 e, não me lembro de algo ter me chamado a atenção pela sua artificialidade até o advento do CD e depois da câmera fotográfica digital. O CD me encantou, como a muitos naqueles anos mas a fotografia digital me deixou um tanto perturbado. Eu tinha, na casa da minha mãe, um laboratório fotográfico no qual revelava e copiava filmes branco-e-preto e tirava as fotos com um Pentax Spotmatic, eu usava normalmente uma lente de 28mm ao invés das 50mm e, para retratos uma objetiva de 100mm. Sem precisar mais de um laboratório para revelar fotos a coisa se vulgarizou. Bastava clicar e imediatamente ver o resultado, se não ficou bom, faz outra. Isso não é mais fotografia mas, um registro digital de imagens. Obviamente a novidade foi acolhida de braços abertos tanto pelo público leigo como pela comunidade dos profissionais da imagem. Nunca mais fotos fora de foco ou fora de quadro. As grandes ...