Nunca faça ontem o que pode fazer amanhã O tempo perdido. E se se eu tivesse escolhido diferente, seria melhor? Se fazemos esse pergunta é porque julgamos equivocada a nossa escolha passada. Invariavelmente o nosso julgamento é falho, aquilo que chamamos de “julgamento" é o nosso desejo tentando se justificar.
Postagens
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Longe do meu caminho você vai de mal a pior Pensamos que controlamos o nosso destino, a nossa vida. Ledo engano. Nem sempre temos um Cheshire Cat que nos responda qual é o caminho a tomarmos, mesmo porque ele não vai nos dar uma resposta ou a resposta “certa" porque não há resposta correta. Houve um tempo em que todos tinham mais ou menos consciência do que era certo ou errado, soava uma campainha na nossa consciência se pisávamos no pé de alguém, mesmo que acidentalmente. Pedir desculpas era o que era o esperado para aqueles que eram “educados”. De certa forma, era importante o bem estar alheio. Atualmente tenho minhas dúvidas se isso aconteceria corriqueiramente. Quando se legisla sobre “moral e bons costumes” a ética passa a ser questionada e os direitos individuais se sobrepõe ao “bem comum”. Busca-se mais vingança que justiça. Se as reinvidicações de algumas “minorias” fossem justas, não causariam tanto desconforto.
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Revenons à nos moutons … Me parece que "constância" é somente nome de gente antiga. Quando o projeto é trabalhoso, largam a coisa pela metade, se é que chegaram lá. “Quem tem pressa, come cru”. Com certeza isso é fruto da urgência irreal dos nossos dias. Uma amiga sempre me diz que está “na correria” quando pergunto como ela está. Muitas vezes “corremos atrás do prejuízo” porque ninguém vai fazer isso por nós. Estar conectado nos dá a impressão que devemos responder no mesmo "tempo de resposta" da internet. Lembro que quando implementaram o uso de email para o uso nas empresas, se a mensagem era urgente, sempre era seguida de um telefonema: “enviei um email, é urgente”. Quando a coisa passou a ser mensagens via telefone o dispositivo avisava que uma mensagem havia chegado e, como não sabemos se a mensagem é urgente ou não, temos que verificar todas e, obviamente quanto mais contatos temos mais mensagens e, menos tempo. Eu não saberia precisar o percentual de mens...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Hikikomori: Agora é só você Somos gregários por natureza mas, muitos de nós não temos estrutura para tal experiência, viver junto ou próximo de outra pessoa. Sabemos que isso é muito comum. Mas existe essa síndrome, a do isolamento total. As causas são variadas (não é um simples depressão) mas a maioria está ligada à rejeição de possíveis inabilidades do indivíduo não se integrar às imposições de comportamento social “esperado”. Ao ser criticado ou confrontado a pessoa “quebra" e se isola. Isso foi diagnosticado pela primeira vez no Japão no final dos anos 90 e hoje atinge meio milhão de jovens. Claro que isso acontece em outros países do mundo. Mas isso acontece somente com jovens. Podemos pensar que existem muitos idosos que também estão vivendo em isolamento mas, não é porque não suportam os outros, nem é com a intensidade da síndrome onde a pessoa pode até morrer de fome pelo medo de enfrentar a vida “lá fora”. Esse é o mundo que construimos e, mentimos sem pudor algum dizen...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
As telas Segundo reportagem (duvidosa) da BBC, o brasileiro passa, em média, 5:30hs interagindo co uma tela, seja de computador, seja de celular. A reportagem, não diz quem é esse “brasileiro”. Dado o meu trabalho e, de acordo com a reportagem, a meu tempo de “interação" passa a ser 13:30hs no máximo pois, mesmo quando tenho tarefas urgente urgentíssimas no trabalho não passo as oito horas olhando para o computador. Tirando esses descontos e, por não usar celular, digamos que a conta pode chegar a 6 horas em média. Agora, se eu tivesse aquele dispositivo, digamos que o usaria por uma 4 horas espaçadamente, ao longo do dia. A reportagem, intitulada “Porque os brasileiros são tão ansiosos”, elenca o uso das “telas" como um das principais causa dessa ansiedade. Não é para minimizar um problema, mas eu diria que a coisa está mais para uma urgência inexistente causada pela ilusão que se estamos ocupados, estamos fazendo “o melhor” para vivermos … melhor. Já comentei em o...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
"Same old fears" Perguntaram para a transeunte do que ela tinha medo e, ela respondeu prontamente: “Tenho medo de bicho, qualquer bicho”. O Raul disse ter perdido o medo da chuva. A Regina disse que tinha medo de um partido político. A Amélia disse que é preciso encará-lo. O Bruce Lee disse que o medo não existe. Mas ele existe sim: o único medo dos gauleses era que o céu caísse sobre suas cabeças (saudades de França). Já tive daqueles que arrepia os cabelos da nuca enquanto suava frio. Tive medo de entrar e medo de sair. De subir e de descer. Algumas vezes fechei meus olhos e outras vezes parecia que tinham amarrado meus pulmões, não conseguia falar. Já tive medo do escuro e medo que as luzes se acendessem. Tem muita gente que tem medo da morte mas não de morrer, assim como muitos tem medo de viver pois não sabem o que é vida. Hoje temos medo de quem está ao nosso lado, em qualquer lugar. Medo do presente e medo do futuro. Creio que é paranóia, o medo de perceber a real id...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
E apesar das notícias serem um tanto tristes … Lembro perfeitamente quando recebi aquele telefonema de meu pai, me contando sobre o assassinato do John. Era uma manhã cinzenta de Dezembro. Imediatamente eu lembrei que foi meu pai que me apresentou os Beatles, no início dos anos 60. Lidar com a morte é sempre algo complicado e, quando se trata de algum “herói" é um misto de realidade e fantasia e lembranças. Isso é algo estranho, “conhecer" alguém através da sua música, ou suas realizações. Talvez a fantasia criada pela imaginação construa alguém que não é real, a diferença entre o artista e o indivíduo. Mas não era propriamente o John, era um dos Beatles. E eles não são mais o que foram para a minha geração, viraram história, a percepção das novas gerações é uma abordagem histórica e não histérica como era no tempo da Beatlemania, na época da morte do John já era assim, foi dez anos depois que o conjunto acabou. Então passamos a viver assim mesmo, sem o John, perdidos em ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Arte e AI: fake? Muito se falou, muito se tem falado e muito se falará mas não é nada disso, o que é conhecido como A.I. vai continuar sendo usado como uma bela ferramenta que produzirá coisarada, queriam ou não queiram. A discussão é a “validade" da produção gerada pela A.I. Quero me ater a arte pois me é algo mais lúdico e prazeroso. Já vi, não ao vivo, quadros “pintados” por A.I., me pareceram sem criatividade. Já ouvi música criada por A.I., me pareceu artificial. As fotos, idem, parecem still de filmes. Tudo isso me parece ser tão artificial como um tecido industrializado, mesmo que seja de algodão. Isso está me parecendo a mesma discussão que houve com o advento de mídias digitais para música, mesmo depois que melhoraram a coisa continua sendo artificial e, isso é inevitável porque é artificial. Da mesma forma tudo que é feito por máquinas, perde a essência da manufatura. Meu avô era alfaiate, fazia as minhas roupas, continuo me servindo dos serviços de um alfaiate para ...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
"Ainda me lembro como se fosse hoje” (Antonio das Mortes) Confundimos lembranças com memórias. E lembranças começam a ficar difusas com o passar do tempo, o processo de recuperação da memória faz com que preenchamos o que falta, muitas vezes, com fantasias. Não lembro se já discuti isso aqui. Note-se que lembranças de infância vêm carregadas da nossa percepção infantil que se perpetuou na nossa memória como imagens, sons, cheiros, perfumes e tudo isso misturado e, muitas vezes, confundidos. Ao longo do tempo passamos a armazenar, na nossa memória, sonhos e nos lembramos deles, é mais uma coisa que mais confunde que explica. Existem, na minha memória, duas ou três pessoas que não tenho muita certeza se existiram. Assim como acontecimentos que não sei ao certo se foram fatos. Outra coisa que é interessante notar é que, o que nos contam, sofrem o mesmo processo nesta sopa de lembranças pois ao ouvir um relato, nossa mente transforma as palavras em imagens que nos sejam compre...
- Gerar link
- X
- Outros aplicativos
Somos Borg, nos adaptamos Muitos dos meus pares geracionais têm vivido e sofrido as “diferenças geracionais” que, um dia foram denominadas “conflito de gerações” (esses nomes numa de tempos em tempos para que os autores possam vender ideias “mais modernas”). O leque dessas “diferenças" muitas vezes são relacionadas a costumes sociais que, na percepção das gerações mais jovens, são tidas como “evolução" quando, na realidade, são “adaptações" a uma realidade sócio-econômica que se torna, a cada dia que passa, mais cruel. Como não conseguimos nos livrar do “sistema”, criamos uma série de desculpas e novas maneiras de ser e agir e pensar para sobrevivermos: isso é o que eu chamo de “adaptação". Eu insisto na influência da economia pois numa sociedade estruturada na troca (monetária ou não) de bens e serviços, isso definitivamente afeta o relacionamento entre as pessoas em todos os níveis, mesmo aqueles que não são percebidos por todos. Essa “inconsciência" pode ...