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 Voando para o Rio A música que é "cometida" atualmente aqui em Pindorama é a prova incontestável da ausência de musicalidade do nosso povo. Me parece que existe uma necessidade de autoafirmação do brasileiro no sentido de mostrarmos ao mundo como somos melhores em tudo e, como TODOS sabem, TUDO é muita coisa. Dado o deslumbre dos americanos e europeus (especialmente os americanos) em relação ao exotismo (palavras deles) oferecido pelo nosso carnaval, os brasileiros concluíram que isso era devido ao samba e, consequentemente à música produzida pelos nossos compatriotas. Sabe-se que gosto é algo completamente  individual e, particularmente em relação aos nossos amigos estadunidenses, discutível. Desta forma, ao  longo dos anos, que talvez tenha sido corroborado com a influência de Carmen Miranda na America (como eles dizem e escrevem) à partir da Segunda Guerra. Não critico a indústria musical, se querem consumir e comprar lixo, sabemos como produzi-lo e, o resul...
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 Verão Não tenho pensado em nada, o calor me cansa.
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 O mito do bom selvagem É curioso como, de maneira geral, “as pessoas” não têm muita habilidade em relacionar os assuntos. Para estas é de pouca ou nenhuma valia uma informação com a qual elas mesmas concordam, o conhecimento, se é que assim podemos chamar tal fenômeno, é estanque. O título desse post, como todos sabem, é do Rousseau e, tal ideia foi disseminada no século XVIII. A ideia que o ser humano nasce bom e puro é fruto do orgulho que, este sim, é da natureza humana, afinal é conveniente imaginar que as pessoas são fruto do meio em que nascem, crescem e vivem, fazendo-nos vítimas do meio social. Isso, além de ser totalmente absurdo, uma vez que todos, em diversos graus, têm a capacidade de pensar, avaliar e decidir o que e como fazer qualquer coisa. Dizer que as pessoas são fruto de uma “narrativa” social, como dizem atualmente, é afirmar que ninguém pensa. Nos dias de hoje me parece que existem aqueles que pensam e os que acham que pensam e, os que pensam, pensam muita bob...
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 K7 Depois de 50 anos de usar equipamentos de som (era assim que denominávamos o sistema, o “som”) conheci gente que dava mais atenção à qualidade do equipamento e outras menos ou nenhuma atenção, isso não é coisa dos dias de hoje. O desenvolvimento da indústria trouxe muitas comodidades para os usuários na medida em que foi facilitando o uso, foi dimuindo o número de botões no painel do equipamento. E esse desenvolvimento da indústria, ao se servir das tecnologias vigentes, acobou por eliminar muitos dos botões até eliminar (ou substituir) o próprio equipamento, reduzindo a uma das muitas funções do telefone celular (que deixou de ser canal de voz a muito). Dentre aqueles que têm, e usam o celular como “fonte" de música, existem ainda os que, por vários motivos, possuem um sistema de som. Creio que um desses motivos, é o lado lúdico, uma certa vontade de interagir com a música de alguma forma e, isso pode ser alcaçado através dos botões que se tornaram obsoletos. Indo um pouco ma...
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  Urgente, atualize-se! Nossos dias são marcados pela pressa, pelo imediato: se não for agora, não quero mais! Esssa urgência nos foi imposta pela automatização dos processos, pela automatização das nossas vidas. Ou entramos nesse jogo ou somos deixados para trás. “Ah mas você precisa se atualizar!”. Já me disseram isso muitas vezes, o novo é absolutamene necessário. “Necessidades” foram criadas para, como sempre, abastecerem a economia, seja como consumidor seja como consumido. A automação foi fruto da revolução industrial que veio livrar as pessoas de trabalhos repetitivos para atividades mais “nobres”. O problemas é que essas atividades “mais nobres” ou não foram identificadas (“indentificadas" como dizem atualmente) ou não são remuneradas o suficiente para alguém se ocupar delas. Então resta-nos nos deixar engolir pela urgência do processo produtivo. Lembram do filme “Tempos Modernos” do Chaplin, onde ele, como operário numa fábrica semi-automatizada é literalmente engolido ...
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 2025 Este ano houveram mais fogos que no ano passado, pelo menos aqui, na Cidade Fria. Vejo agora no Youtube os fogos em Londres, em Paris … Saudades de Londres, saudades de Paris (das cidades mesmo, não do que vivi lá). Foi onde tudo aconteceu e talvez, onde tudo irá terminar (se já não terminou e não percebemos). Todos sabemos que a esperança nunca morre (quem morre são os esperançosos) e que existe uma mágica nessas comemorações de final de ano, seja Natal, seja Ano Novo. Somo tão miseráveis que nos reunimos num local público com a desculpa de ver um espetáculo de cores e luzes  quando na realidade queremos estar perto dos nossos semelhantes, mesmo não os considerando assim. Lamento que a “modernidade"  estimula e incita as pessoas serem independentes ao ponto de negarem os valores que representam a comunidade (gente perto de gente) e à família (aqueles que amamos). Quando nos entregamos ao consenso de que tudo e todos nos oprimem e nos moldam sem sermos “respeitados”...
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 Novos começos ...
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Arte e música, expressão e forma   (Re)lendo o prefácio de “O retrato de Dorian Gray” fiquei mais uma vez pensando (isso às vezes acontece) no papel da música em termos de arte. Talvez isso possa parecer paradoxal mas, sabemos que nem toda música é uma expressão artística, assim como uma pintura de parede não pretende ser uma expressão gráfica de um Van Gogh. Mas voltando ao Oscar Wilde, a música é, em termos artísticos, a arte que apresenta a melhor “forma” e ainda, o artista pode expressar tudo (“The artist can express everything”). Leia o prefácio se ainda não o conhece. “Forma" é algo simples de entender, é a gramática da música, o arranjo de se construir uma sonata ou um poema sinfônico; vejam como a “expressão" musical e de linguagem estão entrelaçadas. Mas o que diferencia a “forma" da música erudita (dita “séria”) da música “não erudita”? Se levarmos em consideração o privilégio da "expressão total” do artista, segundo o Wilde, então a expressão do "art...
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 A indústria ... Creio que para muitos aqui, a década de 60 e 70 são história somente mas a real(idade) sempre  é mais desconcertante, história é somente um resumo. Além da questão relacionada ao câmbio e impostos, 90% do país carecia de acesso à lojas onde existia, discos importados. Aqui nas regiões sul e sudoeste, somente o Rio e São Paulo tinham lojas com discos importados. Um LP nacional, em 1972 custava 25 dinheiros e o importado 60. Sempre morei em Curitiba e, para comprar discos importados era preciso ir até São Paulo. Nem todos os lançamentos "lá fora" eram prensados aqui, alguns demoravam anos para tanto. Ainda havia o problema da (falta de) informação e mesmo sendo lançados no exterior, cabia ao nosso importador trazer o que ele achava que iria vender. A importação era feita dos EUA somente, desta forma, nem todos os discos eram originais, tinham algumas vezes o formato, capa e músicas direcionadas ao mercado americano (como os primeiros dos Beatles). Quando eu ...